21/07/2010 15:42

“Nós temos o que dizer”

O ano de 2010 é estratégico para o Conjunto Cfess/Cress no que diz respeito à Política Nacional de Comunicação devido à realização do II Seminário Nacional de Comunicação do Conjunto. 

Ele será realizado no dia 08 de setembro, antecedendo o Encontro Nacional, em Florianópolis (SC). Antenado a essa discussão, o Conselho Regional de Serviço Social do Rio de Janeiro (Cress-RJ) realizou na capital carioca um Seminário de Comunicação que contou com a participação de representantes de todos os Cress’s da região Sudeste, assessores de Comunicação dos Conselhos e convidados.



O evento aconteceu no dia 15 de julho, um dia antes do Encontro Descentralizado, realizado de 16 a 18 de julho. Saiba mais aqui.

Na mesa de abertura do Seminário, a conselheira e membro da Comissão de Comunicação do Cress-ES Fabíola Xavier lembrou a realização da 1ª Conferência de Comunicação do Brasil (Confecom) realizada em dezembro de 2009, em Brasília, e ressaltou a necessidade do Conjunto Cfess/Cress participar mais ativamente dessa discussão. 

Ela também lembrou que a região Sudeste foi a única do país a realizar um seminário regional de Comunicação antecedendo o Nacional. 

“Isso mostra como estamos à frente nesse tema, mas aponta para a necessidade de realizarmos esforços e contribuir para o crescimento das demais regiões nessa temática tão importante para a efetivação do nosso projeto ético-político”, cobrou Fabíola, que dividiu a mesa com representantes das Comissões de Comunicação de cada Cress da região Sudeste e do Cfess.

A Comunicação como estratégia
A mesa “O caráter estratégico da comunicação para o Serviço Social” deu continuidade ao evento. As palestrantes foram a coordenadora de Comunicação do Cfess, Kênia Augusta Figueiredo, e a professora da Faculdade de Serviço Social da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) Mione Apolinário.

Kênia fez um breve lembrança histórica da construção da Comunicação dentro do Conjunto. Segundo ela, todo o acúmulo de discussões sobre essa temática na década de 90, culminou, em 2006, com a criação da atual Política de Comunicação do Conjunto.

Comunicação dos Cress 
A representante do Cfess expôs ainda um panorama sobre a comunicação dos Conselhos.

Segundo ela, atualmente 67% dos Cress’s tem algum tipo de estrutura de comunicação. Kênia também apresentou os números que comprovam um avanço na Comunicação feita pelo Cfess, como mais acessos ao site e maior produção de conteúdo informativo.

Em seguida ela questionou o que pode ser pensado para o II Seminário de Comunicação. “Se haverá o segundo, é sinal que não estamos satisfeitos. Não a respeito apenas da estrutura, mas temos que avançar junto ao projeto ético-político”, ressaltou.

E segundo ela esse avanço não será possível por meio da grande mídia que se coloca a serviço do capital, é de propriedade familiar e conta com forte presença das igrejas.

“Por isso temos que nos estruturarmos para dialogar com os nossos públicos. Temos muito o que dizer e com uma legitimidade grande. O Conjunto não tem como se furtar mais desse debate, numa área em que há uma disputa concreta econômica e política”, defendeu. 

Para ela, o II Seminário Nacional de Comunicação precisa fazer um debate político de como os Conselhos de Serviço Social devem entrar na luta pelo direito à informação.

Kênia ainda cobrou uma atitude mais proativa dos assistentes sociais perante a mídia. “Precisamos ocupar os espaços da mídia e aprender a dizer que não concordamos com o capital em 30 segundos, precisamos estar disponíveis para entrevistas. A TV e o jornal não vão ficar esperando”, cobrou.


Não existe neutralidade

A professora da Faculdade de Serviço Social da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) e colaboradora do blog Mídia e Questão Social Mione Apolinário deu continuidade ao debate da Comunicação.



Ela lembrou que em comunicação, como em qualquer prática não há neutralidade. “A temática da comunicação se mostra estratégica e importante. Temos que colocar isso no seio das nossas mais queridas reflexões”, exigiu.
 
Mas ela alertou para que o uso da Comunicação não seja instrumental, mas política.

“Quando publicamos um outdoor no dia do assistente social não é para o nosso ego, mas para dizer a que viemos, quem somos. A nossa fala é crítica e sempre vai portar alguma coisa que aos olhos do capital, do senso-comum, do sensacionalismo é politicamente incorreta. Esse é mais um motivo para entrarmos fortes nessa área e contribuirmos com o olhar do Serviço Social nas discussões mediadas pelos veículos de comunicação”, enfatizou.

Experiências
Na parte da tarde foi realizada a mesa “Troca de experiências das ações de comunicação dos Cress´s da Região Sudeste e do Cfess” na qual representantes das Comissões de Comunicação expuseram os seus avanços e desafios na área da Comunicação.

As experiências do Cress-ES, como a veiculação do VT em homenagem ao Dia do Assistente Social, sendo o primeiro Cress do Brasil a realizar tal feito, e os espaços conseguidos na mídia para ampliação dos debates da categoria foram destaques.


Integrantes da Comissão de Comunicação do Cress-ES que participaram do Seminário

Propostas
Ao final do Seminário foram discutidas propostas para serem encaminhadas ao II Seminário Nacional de Comunicação do Conjunto. 
 

Fonte: Nova Pauta Comunicação

 

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