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NÃO FOI ACIDENTE! Imprimir
Seg, 16 de Novembro de 2015 17:36

O crime ambiental em Mariana simboliza o atual modelo de desenvolvimento no Brasil

 

No último dia 5 o país ficou perplexo com as dimensões da tragédia ambiental provocada pelo rompimento de duas barragens de rejeitos da mineração de ferro realizada pela empresa Samarco, que pertence à Vale e à BHP.

 

São sete mortos, quinze desaparecidos e centenas de desabrigados, até o momento, e, em decorrência dos componentes químicos que integram os rejeitos, o Rio Doce já é considerado praticamente morto! De acordo com o diretor do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) de Baixo Guandu, o Rio Doce: “Não serve mais para nada, nem para irrigação e nem para os animais, muito menos para consumo humano. O cenário é o pior possível. O Rio Doce acabou. Parece que jogaram a tabela periódica inteira (dentro do rio)”.

 

Não podemos aceitar esse crime como mero acidente!

 

Precisamos questionar o modelo de “desenvolvimento” adotado no Brasil baseado na exploração e exportação dos recursos naturais, na lógica de crescimento infinito, na concentração de riquezas, na privatização dos bens comuns (terra, água, atmosfera), e no lucro acima da vida!

 

O CRESS 17ª Região se solidariza com as vítimas dessa barbárie e com os/as assistentes sociais mineiros/as e capixabas que estão trabalhando junto às famílias atingidas, desempenhando suas atividades de forma compromissada com as necessidades dos trabalhadores/as e na defesa da qualidade dos serviços prestados à população.

 

O Serviço Social brasileiro está atento a essa realidade bárbara e se soma às lutas em defesa da vida e do planeta.

 

Conselho Regional de Serviço Social 17ª Região

Gestão “Não Vou me Adaptar”

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