28/09/2010 18:35

“O meu partido é um coração partido”

Em vésperas de eleições fala-se muito da política de forma espetacularizada, dos políticos como astros. Mas o que a classe trabalhadora pode esperar do resultado das eleições de 3 de outubro?

 

Haverá uma guinada na política econômica? Existem divergências de fundo entre as propostas dos candidatos? O modelo de desenvolvimento privilegia quais setores da sociedade? Há projetos societários em disputa? Quais alianças foram e estão sendo feitas?

 

É diante dessas questões que o Conselho Regional de Serviço Social da 17ª Região (Cress-17) convida todos (as) assistentes sociais a refletirem sobre as eleições 2010 à luz dos princípios e compromissos assumidos em nosso Projeto Ético Político.

 

Projeto de uma categoria cada vez mais combativa, sem a qual a criação e a invenção dos direitos no Brasil não teria conhecido os avanços que registra.

 

Todavia, o tempo presente nos exige análise e intervenção críticas. Nos exige, sobretudo, coragem.

 

Coragem para dizer não à mercantilização do ensino; coragem para dizer não às constantes investidas do pensamento e da prática conservadoras; para dizer não à opressão contra as mulheres.

 

Não à criminalização dos movimentos sociais. Não à homofobia, ao racismo e ao patriarcado. E mais do que nunca, é preciso coragem para dizer não à propriedade privada e à desumanização das relações sociais.

 

Toda essa nossa coragem, além de se expressar no nosso cotidiano profissional e na nossa militância também precisa estar evidente nas urnas. É preciso dar um basta nos oportunismos políticos, na pequena política, na hipocrisia que assola nosso estado.

 

É nesse sentido que o Cress 17ª Região vem a público manifestar os seus posicionamentos de forma coerente com os movimentos hegemônicos no interior do Serviço Social brasileiro.

 

Não é possível ser contra a pedofilia e a favor da redução da maioridade penal. Ou se defende os direitos de todas as crianças e adolescentes, vítimas das desigualdades sociais e econômicas ou o discurso é eleitoreiro e farsante.

 

Ou se defende o Estado laico ou nunca teremos o aborto tratado enquanto política pública de saúde. Ou se defende o ensino público, gratuito e presencial, ou nos contentaremos com as “bolsas” que transferem recursos públicos para as grandes empresas vendedoras “do direito à educação”.

 

Ou se defende concurso público ou as políticas sociais jamais conseguirão atender a população de forma universal e com qualidade. Ou se combate a desigualdade e a concentração de renda e de poder político, ou continuaremos a assistir a criminalização da pobreza e dos movimentos sociais.

 

Basta de segurança pública apenas com o aumento do efetivo policial. Basta de políticas pobres para os pobres. Basta de privatizações e de assaltos ao fundo público pelos rentistas. Uma outra política é possível. Uma nova sociabilidade é possível.

 

Por isso, assistentes sociais, não esqueçamos do nosso compromisso de classe no momento do voto. Que não percamos nossas ilusões e nem vendamos nossos sonhos!

 

Seguimos vivos (as) e em marcha na luta!

 

Diretoria do Cress 17ª Região.


 

Fonte: Cress-17

 

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Direto do Conselho

dot Sede do CRESS 17 sofre vandalismo. Diretoria repudia o fato

Atos de vandalismo foram praticados contra a sede do Conselho durante o não funcionamento do mesmo, do dia 28 outubro a 02 de novembro, devido aos feriados do Dia do Servidor Público e Dia de Finados, respectivamente.

 

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dot “O meu partido é um coração partido”

Cress-17 convida a categoria a refletir sobre as eleições de 3 de outubro à luz dos princípios do Projeto Ético Político da profissão

 

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dot Nota sobre exercício ilegal da profissão de assistente social no Estado do Espírito Santo

CRESS-17 vem a público comunicar que a prática tem aumentado no Estado

 

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